Enxaqueca: o que causa, sintomas e como aliviar a crise de dor de cabeça
Conteúdo incluído em: 18/09/2024 - Conteúdo atualizado em: 23/10/2026
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Assunto
Neste artigo você vai encontrar:
- O que é enxaqueca e como ela se manifesta?
- O que causa a enxaqueca?
- Sintomas e as quatro fases de uma crise de enxaqueca
- O que é bom para enxaqueca e como aliviar a dor?
- Dipirona serve para enxaqueca? Conheça as opções de alívio
- Dor de cabeça que não passa com analgésico: quando ir ao médico?
- FAQ - Perguntas frequentes
Sentir dor de cabeça é uma experiência comum para praticamente todo mundo: dados médicos mostram que a cefaleia é uma das queixas de saúde mais frequentes, chegando a atingir cerca de 94% dos homens e 99% das mulheres em algum momento da vida.1
No entanto, quem já passou por dias em que a cabeça parece pulsar intensamente de um dos lados, acompanhada de sensibilidade extrema à luz e aos barulhos, sabe que a enxaqueca vai muito além de uma dor de cabeça passageira e pode interferir de forma drástica nas atividades cotidianas.2,3
Em todo o mundo, essa condição neurológica afeta mais de um bilhão de pessoas a cada ano, apresentando maior prevalência e impacto entre adultos jovens e mulheres.4 As crises recorrentes afetam o rendimento profissional, a rotina de estudos e até os momentos de convivência familiar.4
Por conta desse peso, a Organização Mundial da Saúde posiciona a enxaqueca como a sexta doença mais incapacitante globalmente e o distúrbio com maior índice de incapacidade entre todas as condições neurológicas.5 A boa notícia é que, ao compreender o funcionamento das crises e saber como agir, é possível encontrar formas seguras de aliviar os sintomas e recuperar a rotina.2
O que é enxaqueca e como ela se manifesta?
Para entender melhor essa condição, os médicos costumam separar as dores de cabeça em duas categorias principais: primárias e secundárias.1
As cefaleias primárias são enfermidades em si mesmas: os episódios recorrentes de dor representam a própria doença e não decorrem de outro problema de saúde.1 Já as cefaleias secundárias funcionam como reflexo de uma enfermidade subjacente (como meningites ou tumores cerebrais), exigindo a investigação da causa de base.1
No Brasil, a enxaqueca — também chamada tecnicamente de migrânea — destaca-se como uma das cefaleias primárias mais expressivas, com prevalência anual de 15,8%, acometendo cerca de 22% das mulheres e 9% dos homens, especialmente na faixa dos 30 aos 50 anos.1
Essa dor costuma ter caráter latejante ou pulsante em um dos lados da cabeça e, em geral, perdura por pelo menos quatro horas, podendo se estender por vários dias.2
Clinicamente, a condição divide-se em duas formas principais:
- Enxaqueca sem aura: Representa a ampla maioria dos casos (cerca de 75%), manifestando-se diretamente com a dor de cabeça e seus sintomas associados.1
- Enxaqueca com aura: Corresponde a cerca de 25% dos diagnósticos.1 A aura consiste em um conjunto de manifestações neurológicas temporárias que antecedem ou acompanham a instalação da dor, servindo como um aviso prévio de que a crise está a caminho.2,3
O que causa a enxaqueca?
A ciência ainda não desvendou todas as respostas sobre a origem exata da enxaqueca, mas sabe-se que ela surge da união entre uma predisposição genética e a influência do ambiente.2,3
Esse componente hereditário é muito marcante: até 80% das pessoas diagnosticadas têm familiares biológicos de primeiro grau com o mesmo quadro.2
Em quem possui essa bagagem genética, o cérebro opera com uma sensibilidade diferente, apresentando alterações de base em vias do tronco cerebral e desequilíbrios em substâncias reguladoras da dor, como a serotonina.3
A dor ocorre a partir do momento em que essa sensibilidade entra em ação: diante de estímulos e desequilíbrios no corpo, nervos ligados aos vasos sanguíneos cranianos enviam sinais intensos de dor para o cérebro, liberando substâncias inflamatórias locais que dão início à crise.2
É justamente para esse cérebro biologicamente suscetível que os fatores da rotina funcionam como gatilhos, abrindo caminho para a instalação da dor:3
- Estresse emocional: Apontado como o principal desencadeador, sendo citado por até 62% dos pacientes em pesquisas clínicas.3,4
- Variações hormonais femininas: Flutuações nos níveis de estrogênio explicam por que muitas mulheres têm crises nos dias antes ou durante a menstruação, na gestação e na menopausa.3
- Privação ou excesso de sono: Dormir menos do que o necessário ou quebrar os horários habituais de descanso serve de estopim frequente.3
- Jejum prolongado e certos alimentos: Ficar muito tempo sem comer ou ingerir alimentos ultraprocessados, queijos maturados, conservantes (como glutamato monossódico) e adoçantes artificiais pode precipitar o quadro.3
- Álcool e estimulantes: Bebidas alcoólicas (especialmente vinho) e excesso de cafeína no cotidiano estão associados ao início das crises.3
- Estímulos dos sentidos e clima: Luzes fortes ou piscantes, ruídos intensos, odores marcantes e oscilações bruscas na temperatura ou pressão do ar estimulam as vias neurais.3
- Sobrecarga física: Exercícios físicos com esforço exagerado podem atuar como desencadeadores em indivíduos predispostos.3
Sintomas e as quatro fases de uma crise de enxaqueca
A manifestação da enxaqueca não se restringe apenas ao momento em que a cabeça dói. A evolução habitual pode envolver até quatro etapas consecutivas, embora nem todos os pacientes vivenciem todas elas em cada episódio:1,2
1. Pródromo (sinais de alerta)
Fase que reúne sinais sutis que se iniciam horas ou até um a dois dias antes da dor.1,3 Em torno de 72% das pessoas conseguem identificar esses avisos prévios, que incluem cansaço desproporcional, perda de foco, rigidez no pescoço, bocejos frequentes, oscilações no humor, lentidão de raciocínio e vontade repentina de comer alimentos específicos.1,5
2. Aura
Manifesta-se logo antes ou no início da dor, com sintomas neurológicos reversíveis que se desenvolvem gradualmente em cerca de cinco minutos e duram até 60 minutos.1,2 As alterações na visão são as mais frequentes, como enxergar pontos brilhantes cintilantes (fosfenos), linhas em zigue-zague ou perda parcial de campo visual, podendo somar-se a formigamentos no braço e dificuldades transitórias na fala.1
3. Crise de enxaqueca (fase da dor)
É o ataque de dor de cabeça propriamente dito, que se intensifica aos poucos e costuma durar entre 4 e 72 horas.2 O desconforto é de forte intensidade, possui caráter latejante ou pulsátil e piora nitidamente com tarefas físicas cotidianas.1
Em cerca de dois terços das situações a dor afeta um dos lados da cabeça, podendo alternar de lado entre crises diferentes, e frequentemente surge acompanhada de náuseas, vômitos e intolerância pronunciada à claridade (fotofobia) e ao som (fonofobia).1,2
O que é bom para enxaqueca e como aliviar a dor?
O manejo adequado da enxaqueca começa com orientações claras sobre o automanejo e o reconhecimento precoce dos fatores que deflagram as crises, uma vez que educar o paciente reduz tanto a frequência quanto a gravidade dos episódios dolorosos.4,6
Além disso, associar o uso orientado de medicamentos a medidas comportamentais de conforto imediato é uma estratégia comprovada para diminuir o desconforto e tornar as crises menos dolorosas.3
Cuidados caseiros e medidas de conforto imediato
Logo aos primeiros indícios de dor, uma das condutas mais benéficas consiste em buscar repouso em um ambiente calmo, com pouca luminosidade e o máximo de silêncio possível.1,6 Como as vias sensoriais estão hiper-reativas, o descanso na penumbra diminui a sobrecarga de estímulos no cérebro.
Outras ações práticas que oferecem acolhimento e alívio incluem:
- Compressas térmicas: Aplicar compressas frias ou mornas diretamente na testa ou na parte de trás do pescoço.2,6
- Massagens suaves: Fazer movimentos circulares leves com as pontas dos dedos nas têmporas e no couro cabeludo.2
- Técnicas de respiração: Praticar meditação ou relaxamento para manter a calma corporal durante a crise.2
Qual remédio é bom para enxaqueca?
Na abordagem medicamentosa, os recursos dividem-se em dois objetivos essenciais:2
- Medicamentos preventivos: São indicados por especialistas quando a dor é muito frequente ou interfere severamente na rotina, sendo tomados diariamente com a finalidade de reduzir a frequência e o impacto dos ataques ao longo do tempo.2
- Medicamentos para parar a crise: Devem ser administrados logo aos primeiros sinais, buscando cessar o incômodo e atenuar manifestações como náuseas e sensibilidade sensorial.2
Para episódios de intensidade leve a moderada, analgésicos comuns (como paracetamol e dipirona) e anti-inflamatórios são opções de primeira linha.2,6 Já crises mais intensas ou resistentes podem exigir compostos específicos, como os triptanos e derivados ergóticos, sempre sob avaliação médica.2,6
Dipirona serve para enxaqueca? Conheça as opções de alívio
A resposta é afirmativa. A eficácia da dipirona foi demonstrada em estudo clínico duplo-cego, controlado por placebo e randomizado, que avaliou pacientes durante crises agudas de enxaqueca com e sem aura.7
Os resultados comprovaram que a ingestão oral de 1g de dipirona promoveu melhora estatisticamente significativa no alívio da dor em todos os tempos avaliados, sendo avaliada de maneira muito positiva tanto pelos pacientes quanto pelos médicos e comprovando ser uma alternativa segura e eficaz no manejo de crises.7
Novalgina® 1g e Novalgina® Flash: qual a diferença na crise de dor de cabeça?
Para quem necessita de cuidado seguro no momento da crise, a linha Novalgina® disponibiliza alternativas formuladas para diferentes necessidades de alívio:
- Novalgina® 1g: Medicamento à base de 1g de dipirona monoidratada em comprimido simples, indicado para dor e febre em adultos e adolescentes a partir de 15 anos.8 O início de ação analgésica ocorre em média entre 30 e 60 minutos após a ingestão, mantendo seu efeito por cerca de 4 horas.8
- Novalgina® Flash: Desenvolvida especialmente para os quadros de cefaleias e enxaquecas, a fórmula combina 1g de dipirona monoidratada com 130 mg de cafeína anidra.9 A cafeína atua como adjuvante analgésico, aumentando em até 40% a eficácia dos medicamentos associados e auxiliando no aumento do tônus vascular cerebral por meio de vasoconstrição nos vasos cranianos.9,10 Em estudos clínicos, essa combinação demonstrou redução da dor significativamente superior nos primeiros 15 a 30 minutos após a administração em relação ao ativo isolado, sendo indicada para adultos a partir dos 18 anos.9
Dor de cabeça que não passa com analgésico: quando ir ao médico?
Cuidar da saúde também exige atenção aos sinais de gravidade, sem normalizar o sofrimento e evitando a automedicação repetitiva.
O consumo exagerado e quase diário de analgésicos pode fazer com que a enxaqueca episódica se torne crônica, gerando um distúrbio conhecido como cefaleia por uso excessivo de medicamentos.11 Esse quadro é caracterizado por dor de cabeça crônica presente em 15 ou mais dias no mês por mais de três meses em pessoas que fazem uso abusivo de analgésicos para tentar conter a dor.1,11
Procure um pronto atendimento ou converse com um médico imediatamente caso apresente algum dos seguintes sinais de alerta:
- Dor de cabeça de instalação abrupta e intensidade extrema, descrita como uma "trovoada" ou "a pior dor da vida".1,3
- Cefaleia acompanhada de febre alta, rigidez na nuca, manchas na pele, confusão mental ou convulsões.1,3
- Sintomas neurológicos inéditos, como perda de força muscular, dormência em um lado do corpo, desequilíbrio ou fala arrastada.1,2,3
- Dor que começou após uma queda ou pancada na cabeça.3
- Início de dores de cabeça após os 50 anos de idade ou mudança radical nas características de um padrão de dor antigo.1,3
FAQ - Perguntas frequentes
O que causa a enxaqueca e desencadeia as crises?
A enxaqueca tem origem em uma predisposição biológica e hereditária que envolve alterações transitórias em circuitos neurológicos do tronco cerebral e em neurotransmissores, como a serotonina.2,3
Em pessoas com essa sensibilidade genética, as crises agudas são deflagradas por gatilhos do cotidiano, como estresse, noites mal dormidas, flutuações hormonais femininas, jejum e excesso de estímulos luminosos e sonoros.3
Qual remédio é bom para enxaqueca e quanto tempo leva para fazer efeito?
Para crises leves a moderadas, analgésicos e anti-inflamatórios são amplamente indicados. A dipirona monoidratada em comprimido simples de 1g apresenta início de ação analgésica em média entre 30 e 60 minutos após a ingestão.8 Quando associada à cafeína, como em Novalgina® Flash, o alívio ganha agilidade, demonstrando redução estatisticamente significativa da dor nos primeiros 15 minutos após a administração.9,10
A dipirona serve para enxaqueca e ajuda na crise forte?
Sim, a dipirona é um medicamento eficaz no manejo de cefaleias e conta com suporte de consensos da Sociedade Brasileira de Cefaleia e ensaios clínicos controlados.6,7 Estudos clínicos mostram que a administração de 1g oral de dipirona alcança melhora significativa da dor em comparação com o placebo, com perfil de tolerabilidade favorável para o controle agudo da crise de enxaqueca.7
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- SPECIALI, J. G. et al. Protocolo Nacional para Diagnóstico e Manejo das Cefaleias nas Unidades de Urgência do Brasil - 2018. Academia Brasileira de Neurologia, Sociedade Brasileira de Cefaleia, São Paulo, 2018. Disponível em: https://sbcefaleia.com.br/images/file%205.pdf. Acesso em: 06 out. 2026.
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- OPELLA HEALTHCARE BRAZIL LTDA. Novalgina® Flash (dipirona monoidratada + cafeína anidra): comprimido 1 g + 130 mg. Bula do profissional de saúde e paciente. Suzano: Opella Healthcare Brazil Ltda., 2025. Aprovada pela Anvisa em 08/09/2025. Acesso em: 06 out. 2026.
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NOVALGINA® (dipirona monoidratada). Indicação: analgésico e antitérmico. M.S: 1.8620.0018. O USO DO MEDICAMENTO PODE TRAZER ALGUNS RISCOS. Leia atentamente a bula. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
NOVALGINA® FLASH (dipirona monoidratada + cafeína anidra). Indicação: analgésico. M.S: 1.8620.0023. O USO DO MEDICAMENTO PODE TRAZER ALGUNS RISCOS. Leia atentamente a bula. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.
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