Por que a febre alta pode ser perigosa? O risco é maior em bebês e crianças?

A febre pode ser definida como uma elevação na temperatura normal do corpo, geralmente cima de 38ºC, decorrente de infecções, processos inflamatórios ou traumas. Essa variação aumenta as respostas de defesa do organismo a agentes invasores, oferecendo, portanto, uma função benéfica aos indivíduos. Porém, temperaturas que indicam febre alta podem provocar efeitos nocivos1 2 3 4 5.

Entenda quais riscos a febre alta pode gerar e descubra se bebês e crianças estão mais suscetíveis a essas complicações. Afinal, a febre alta em bebê é mais perigosa? Confira!

A principal estratégia para evitar as complicações graves da gripe é a vacinação, especialmente para o grupo de risco, que inclui indivíduos com doenças crônicas e idosos1. Entenda porque a vacina contra gripe precisa ser tomada todo ano, como ela funciona e saiba quais são os sintomas da gripe!

Conheça alguns efeitos adversos da febre alta

A febre alta oferece riscos quando a criança manifesta sintomas de instabilidade cardiorrespiratória, como taquicardia e pressão baixa, alteração no nível de consciência e palidez. Nesses casos, é imprescindível que haja suporte médico intensivo, internação e investigação das causas6.

A temperatura para febre acima de 39,4ºC pode indicar uma infecção bacteriana, principalmente se for acompanhada de calafrios. Além disso, a febre alta é capaz de desencadear convulsão febril em crianças de seis meses a três anos que tenham predisposição genética e febre repentina7.

Apesar de essa manifestação deixar os responsáveis assustados, a convulsão febril não oferece risco de lesão cerebral e geralmente dura apenas alguns minutos. Outros riscos potenciais são desidratação e alucinações em crianças com 40 graus de febre8.

Quando a febre alta em bebê oferece riscos

Bebês doentes frequentemente apresentam temperatura febril, já que este é um sintoma comum nessa faixa etária. Apesar disso, a febre em bebê geralmente é causada por algum vírus inofensivo e a saúde da criança se estabiliza em dois ou três dias. Somente uma em cada 100 crianças em estado febril apresenta alguma doença séria e, nesses casos, geralmente a febre é decorrente de pneumonia6 9.

A idade do bebê também tem relação com possíveis complicações da febre: os neonatos de zero a 28 dias de vida têm maior risco de contrair infecções. Já o manejo da febre alta em bebês de 1 a 3 meses de vida oferece menos riscos em relação aos mais novos, mas ainda exige acompanhamento em tempo integral até que a febre e a doença relacionada sejam superadas6.

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