Febre: causas, tratamentos e quando se preocupar

A febre é o aumento da temperatura corporal acima de 37,8. Esse aumento pode ocorrer por diversos motivos, por isso é visto como um sinal clínico vital para o diagnóstico de infecções e algumas outras doenças.1

Os sintomas mais comuns de febre incluem2

  • Dor de cabeça;
  • Calafrios;
  • Dor no corpo;
  • Sentimento geral de fraqueza;
  • Perda de apetite;
  • Desidratação;
  • Irritabilidade.

Causas3

A febre é desencadeada por uma resposta de células inflamatórias, as chamadas citocinas. Essas células, a partir o ponto de ajuste térmico hipotalâmico, localizado no cérebro, mobilizam mecanismo para elevar a temperatura corporal até o novo ponto de ajuste, como um sinal de alerta de que algo não vai muito bem, e que geralmente é uma infecção viral ou bacteriana.

Tratamento3

O tratamento adequado da temperatura elevada em si depende das circunstâncias clínicas, incluindo a avaliação médica de outros sintomas como: pressão sanguínea, funcionamento dos pulmões e mudanças no metabolismo.

Mitos sobre febre4

1. Pacientes e médicos normalmente encaram a febre como uma doença em si, e há preocupação com seu pronto tratamento. Este privilegia o emprego de medicamentos, sem valorizar o benefício de medidas não-medicamentosas, como resfriamento corporal (banho e compressas mornas etc.) e ambiental (por exemplo, arejamento do quarto).

2. Pacientes e médicos acreditam que alguns antitérmicos (ácido acetilsalicílico, paracetamol e ibuprofeno, por exemplo) não sejam tão eficazes quanto a dipirona na supressão da febre, opinião muito difundida em pediatria.

3. Há a crença de que paracetamol, em doses próximas às terapêuticas, possa estar associado a lesões hepáticas, especialmente em pacientes hepatopatas e alcoolistas.

MAT-BR-2103666

Referências bibliográficas:

  1. KASPER, DL; FAUCI, AS, LONGO,DL; BAUNWALD, E, et al.: Harrison´s Principles of Internal Medicine, McGraw-Hill, 16ª edição: Dinarello CA, Gelfand JA, Fever and Hyperthermia: Capítulo 16.
  2. MURAHOVSCHI, Jaime. Fever in pediatric office practice. Acessado em: 12/05/2021.
  3. Simon HB. Hyperthermia, fever, and fever of undetermined origin. ACP Medicine. 2006;1-13.
  4. WANNAMACHER, Lenita; FERREIRA, Cardoso Beatriz Maria. Febre: mitos que determinam condutas. ISSN 1810-0791 Vol. 1, Nº9. Brasília, Agosto de 2004.