PARA QUE SERVE NOVALGINA

NOS CASOS DE CHIKUNGUNYA

Dor de Cabeça e Enxaqueca

O QUE É

A febre de chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), da família Togaviridae e do gênero Alphavirus.11

SINTOMAS

Os sinais e os sintomas são clinicamente parecidos com os da dengue, como1:

  • Febre de início agudo.
  • Dores articulares e musculares.
  • Dor de cabeça.
  • Náusea.
  • Fadiga.
  • Erupções e vermelhidão na pele.

A principal manifestação clínica que a difere é a forte dor nas articulações. A dor muscular quando ocorre, em geral, é de leve a moderada intensidade.1

A maioria dos indivíduos infectados desenvolve sintomas e alguns estudos mostram que até 70% apresentam infecção sintomática, valores altos em comparação às demais doenças transmitidas por mosquitos como dengue e zika.1

Após a fase inicial, a doença pode evoluir em três etapas1:

  • Fase aguda ou febril.
  • Subaguda.
  • Crônica.

Embora a chikungunya não seja uma doença de alta mortalidade, tem caráter epidêmico elevado, tendo como consequência a redução da produtividade e da qualidade de vida.1

Fase aguda ou febril

Após o período de incubação, inicia-se a fase aguda ou febril, que dura 7 dias, em média, acompanhada de intensa poliartralgia (dor em várias articulações) em 90% dos casos, geralmente acompanhada de dores nas costas, dor de cabeça e fadiga.1 A febre varia de baixa a elevada, aumentando abruptamente em alguns casos, atingindo de 39°C a 40°C, com calafrios.2 A febre pode ser contínua, intermitente ou bifásica; porém a queda de temperatura não é associada à piora dos sintomas como na dengue.1

O aparecimento de erupções avermelhadas na pele acomete cerca de metade dos doentes e surge normalmente do segundo ao quinto dia após o início da febre.1 Atinge principalmente o tronco e as extremidades, podendo atingir a face. Já o prurido (coceira) está presente em 25% dos pacientes e pode ser generalizado ou apenas localizado na região das mãos e pés.1 Outras manifestações na pele também têm sido relatadas nessa fase, como: inflamações, escurecimento da pele, sensibilidade aos raios solares e úlceras (feridas) orais.1

Também há relatos de outros sinais e sintomas descritos na fase aguda de chikungunya como: dor atrás dos olhos, calafrios, conjuntivite, faringite, náusea, vômitos, diarreia, dor abdominal, inflamação nos nervos. As manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes nas crianças e pode haver, ainda, aumento dos gânglios linfáticos cervicais (nódulos na região do pescoço).1

Fase subaguda

Alguns pacientes evoluem com persistência das dores articulares após a fase aguda, caracterizando o início da fase subaguda, com duração de até 3 meses.1

Nessa segunda fase, a febre geralmente desaparece e pode haver a persistência e até agravamento das dores articulares.1 Podem estar presentes também nessa fase fraqueza, coceiras e vermelhidão, além do surgimento de lesões na pele em forma de vesículas e bolhas. Alguns pacientes podem desenvolver doença vascular periférica, fadiga e sintomas depressivos. Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses, após o início da doença, estará instalada a fase crônica.1

Fase crônica

Após a fase subaguda, alguns pacientes poderão ter persistência dos sintomas e o mais comum é a continuação das dores articulares (mais predominante) e musculares.1

Os principais fatores de risco para a cronificação são: idade acima de 45 anos, distúrbio articular preexistente e maior intensidade das lesões articulares na fase aguda.

Outras manifestações que podem ocorrer durante a fase crônica são: fadiga, dor de cabeça, coceira, queda de cabelo, vermelhidão, bursite, tenossinovite, formigamentos, dor ou alteração de sensibilidade no tato, dor neuropática, fenômeno de Raynaud (os dedos das mãos ou dos pés podem inicialmente ficar brancos e depois azulados, principalmente em temperaturas frias, e, após reaquecimento, voltam para cor vermelha), alterações cerebelares (caminhar como se estivesse bêbado), distúrbios do sono, alterações da memória, déficit de atenção, alterações do humor, turvação visual e depressão. Essa fase pode durar até 3 anos.

COMO É TRANSMITIDA

A transmissão ocorre pela picada de fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectadas pelo vírus. Casos de transmissão de mãe para filho podem ocorrer quase que exclusivamente durante o parto em gestantes com o vírus e, muitas vezes, provoca infecção neonatal grave.1 Pode ocorrer também a transmissão por transfusão de sangue, porém os registros observados são raros.1

COMO TRATAR

Não existe vacina ou tratamento específico para a febre chikungunya. A terapia utilizada é de suporte sintomático, hidratação e repouso. Analgésicos, como a dipirona, podem ser utilizados para o alívio da dor e febre.1

Recomenda-se a utilização de compressas frias como medida analgésica nas articulações acometidas de 4 em 4 horas por 20 minutos. O Ministério da Saúde recomenda, ainda, hidratação permanente e repouso dos pacientes.1

COMO PREVENIR

Como nos casos da dengue e da febre por zika vírus, para prevenir a febre chikungunya é fundamental que as pessoas adotem as medidas de eliminação dos focos e criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança, evitando o acúmulo de água parada.2

Estudos recentes indicam que o vírus sofreu mutação, permitindo que ele seja transmitido por Aedes albopictus.2 O mosquito Aedes se reproduz em ambientes domésticos, como vasos de flores, recipientes de armazenamento de água, refrigeradores de ar, entre outros. O mosquito feminino adulto descansa em local fresco e com sombra e as picadas costumam ocorrer durante o dia.2

Referências bibliográficas:

  1. Ministério da Saúde (Brasil), Secretaria de Vigilância em Saúde. Febre de Chikungunya -manejo clínico. [Internet]. Brasília-DF; 2015. [acesso em 2017 mai 30]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/febre_chikungunya_manejo_clinico.pdf
  2. World Health Organization - Guidelines on Clinical Management of Chikungunya Fever. [Internet]. New Delhi, Índia; 2008 [acesso em 2017 jun 12]. Disponível em http://www.wpro.who.int/mvp/topics/ntd/Clinical_Mgnt_Chikungunya_WHO_SEARO.pdf

Novalgina é mais do que você imagina

Novalgina 1g

Novalgina 1g

Comprimidos 1g

USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 15 anos.

Bula do
medicamento

Novalgina Gotas

Novalgina Gotas

Solução oral (Gotas) 500 mg/mL

USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 3 MESES.

Bula do
medicamento

Novalgina 500 mg Comprimido

Novalgina 500 mg Comprimido

Comprimidos 500 mg

USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 15 ANOS.

Bula do
medicamento

Veja também:

  1. Ministério da Saúde (Brasil), Secretaria de Vigilância em Saúde. Dengue- diagnóstico e manejo clínico (adulto e criança). [Internet]. Brasíilia-DF:5ºedição; 2016. [acesso em 2017 mai 24]. Disponível em: http://www.saude.go.gov.br/public/media/ZgUINSpZiwmbr3/10900120219262619909.pdf
  2. Ministério da Saúde (Brasil), Portal da Saúde. Manejo Clínico. [Internet]. Brasília. [acesso em 2015 dez 22]. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/1139-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/zika/17874-manejo-clinico